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Categoria: Astronomia

SUCESSO no projecto Astronomia no Parque 2008

marta_santos 02/08/2008 @ 12:29

Astronomia no Parque 2008

O projecto “Astronomia no Parque 2008”, iniciou-se no dia 20 e terminou com balanço positivo.

Durante a semana de 14 a 18 de Julho, as crianças envolvidas no projecto tiveram a oportunidade de contribuir para a decoração do parque urbano com a realização do Sistema Solar com um toque muito pessoal, que ficará em exposição durante o dia e a noite até finais de Agosto. Ao longo desta semana, apesar do trabalho árduo debaixo de Sol, a diversão foi constante e a vontade de terminar a obra aumentava de dia para dia.

A semana de Astronomia propriamente dita iniciou-se no dia 20 com uma simples inauguração, uma vez que o tempo não permitiu a observação nocturna.

observacao-solar2.JPG

De 21 a 24 de Julho a Astronomia invadiu o parque urbano. Durante esta semana as crianças participaram em mini palestras dadas por astrónomos onde aprenderam os cuidados a ter com o Sol, o que são constelações, algumas lendas, como funciona um telescópio e tomaram conhecimento sobre a exploração de Marte. No fim de cada palestra foi possível aplicarem um pouco da teoria abordada nas mesmas, construíram relógios de sol, fornos solares, objectos de navegação, espectroscópios, construíram foguetões e realizaram variadas experiências: “Forno solar”, “Difracção da luz”, “Como se formam as crateras na lua?”, “Como se lançam foguetões?”.

No dia 25 de Julho, o dia foi dedicado á preparação da noite “Dormir com as estrelas”, a noite iniciou-se com um jantar com as crianças e algumas das pessoas envolvidas. Apesar das condições meteorológicas não terem permitido a observação nocturna a diversão esteve sempre presente.

Apesar de ter havido alguns contratempos, nomeadamente com a meteorologia, o projecto pioneiro foi um sucesso. Toda a equipa envolvida tem consciência que houveram erros e que terão de ser corrigidos num próximo projecto, no entanto dou os meus parabéns a todos os envolvidos principalmente á Câmara Municipal de Paços de Ferreira pela coragem que teve em trazer para o concelho um tema que a todos fascina mas que não tem muitos apoios.

Algumas das fotografias do evento podem ser visualizadas no blog oficial http://astronomianoparque2008.blogspot.com

por Marta Santos
in "Gazeta de Paços de Ferreira"
de 30 de Julho de 2008

COROT descobre novo planeta extra solar

marta_santos 01/08/2008 @ 13:00

corot_terre_ocre_1_.jpg

Uma equipa de investigadores europeus descobre o primeiro planeta extra-solar com período orbital igual ao período de rotação da estrela. Os Astrónomos usaram dados recolhidos pelo observatório espacial CoRoT.

O planeta agora descoberto, CoRoT-Exo-4b, é gasoso como Júpiter, tem uma massa um pouco menor (0,72 massas de Júpiter), mas uma raio maior (1,17 raios de Júpiter). O período de translação é de 9,2 dias, o que o torna um dos planetas extra-solares conhecidos de maior período. Nos últimos meses a equipa do CoRoT tem monitorizado a estrela em causa, registando as pequenas variações na luz recebida da estrela provocadas pela passagem de regiões escuras da superfície da estrela (manchas estelares). Deste modo, determinaram que o seu período de rotação é de 9,2 dias. Observações complementares indicam que a estrela tem uma massa um pouco superior ao nosso Sol (1,16 massas solares).

O CoRoT (COnvection, ROtation and planetary Transits) foi lançado em Dezembro de 2006, é um observatório espacial construído pelo CNES, cujo objectivo é estudar o interior das estrelas através da observação da sua actividade sísmica e simultaneamente procurar novos sistemas planetários pelo método dos trânsitos, observando as pequenas variações no brilho que ocorrem sempre que um planeta passa em frente do disco de uma estrela. Nesta missão colaboraram diversos investigadores do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, da equipa de Origem e Evolução de Estrelas e Planetas, no desenvolvimento de ferramentas de análise da actividade sísmica das estrelas.

Fonte: CAUP

Observações públicas

eumesmo 22/07/2008 @ 21:41

observa_mini.bmp

Astronomia no Parque

marta_santos 29/06/2008 @ 12:16

Programa Provisório das actividades, já se encontra disponível em:

astronomianoparque2008.blogspot.com

Relembro, que as observações ao Sol e Nocturnas são livres ao público.

Astronomia no Parque Urbano de Paços de Ferreira

eumesmo 24/06/2008 @ 00:13

cartaz2008mini.bmp

Gostas de ciência?
Já imaginaste ser um astronauta?
O Espaço fascina-te?

A Câmara Municipal de Paços de Ferreira e o Grupo de Astronomia All Made of Stars Paços de Ferreira convidam-te a viajar pelo Sistema Solar. De 20 a 27 de Julho de 2008, no Parque Urbano de Paços de Ferreira, podes conhecer melhor o Sol e os planetas que o orbitam, planear sondas e missões espaciais... construir os teus próprios instrumentos de observação astronómica! Fazer modelos de planetas, análises e pesquisas, e muito mais... sem esquecer as observações acompanhadas por astrónomos.

Se tens entre 7 e 12 anos de idade, inscreve-te já na Câmara Municipal de Paços de Ferreira.

Pode acompanhar esta iniciativa pelo seguinte link: http://astronomianoparque2008.blogspot.com/

Para mais informações:
- Câmara Municipal de Paços de Ferreira - Tel: 255 860 700
- Grupo de Astronomia All Made of Stars Paços de Ferreira - allstars@portugalmail.com

Phoenix encontra gelo em Marte

marta_santos 20/06/2008 @ 18:13

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Uma análise comparativa de imagens captadas nos últimos dias pela sonda Phoenix convenceram os cientistas da presença de gelo perto da superfície do solo árctico de Marte, informou hoje a NASA (agência espacial norte-americana) em comunicado. Pela primeira vez, a agência vai poder analisar o gelo do planeta vermelho.

Bocados de um material branco brilhante desapareceram do interior de um buraco escavado com o braço robotizado da sonda Phoenix, quatro dias depois de terem sido fotografados pelas objectivas da sonda.

Este foi um buraco escavado pela Phoenix com 22 centímetros de largura por 35 de comprimento. No seu ponto mais profundo tem sete a oito centímetros de profundidade.

Segundo os cientistas da missão, estes materiais seriam água gelada que se evaporou depois de ter sido exposta ao Sol pela sonda.

“Isso deveria ser gelo”, acredita Peter Smith, da Universidade do Arizona, responsável pela equipa científica de Phoenix, explicando que “estes pequenos bocados desapareceram totalmente durante os últimos dias, o que constitui uma perfeita indicação de que se trata de gelo”.

“Houve um debate entre os cientistas sobre se o material branco seria gelo ou sal”, acrescentou o investigador, salientando que “o sal não evapora”.

Nilton Rennó, cientista brasileiro e um dos líderes de pesquisa da missão, disse à “Folha de São Paulo” que “nunca estivemos tão perto de encontrar vida noutro lugar, se realmente existir alguma”.

A sonda Phoenix, que pousou no solo marciano a 25 de Maio, vai confirmar a informação colocando amostras da superfície num instrumento chamado Tega (Analisador de Gás Térmico e Expandido).

Fonte: Público

Neptuno, o deus dos Oceanos

marta_santos 20/06/2008 @ 12:44

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O planeta Neptuno (Poseidon para os gregos) tem o nome romano do deus do mar. Este era Filho de Saturno e de Reia, irmão de Júpiter e de Plutão. Ele era representado como um senhor idoso, barbudo e com um tridente na mão sobre uma carruagem puxada por cavalos-marinhos.
Galileo observou o planeta, em 1613 (três anos depois dos satélites de Júpiter), ele reparou em duas noites consecutivas de observação, que este objecto se movia ligeiramente em relação a uma estrela próxima. Nos dias seguintes, Neptuno já estava fora do seu campo de visão. Assim, Galileo classificou-o como sendo uma estrela. Muito mais tarde, em meados do séc. XIX, verificou-se que a órbita que se observava de Urano não estava inteiramente de acordo com as leis de Newton e Kepler. Adams e Le Verrier predisseram, que deveria haver um outro planeta, mais distante do Sol, a perturbar a órbita de Urano. Mais tarde, com base nos seus cálculos, Galle e d’Arrest localizaram Neptuno, na noite de 23 de Setembro de 1846. Mas o mais interessante, é que as órbitas calculadas por Adams e Le Verrier divergiam ao longo do tempo, ou seja, se as observações de Galle e d’Arrest tivessem sido feitas alguns anos antes ou depois de 1846 não teriam encontrado o planeta.

Neptuno é o planeta mais externo dos gigantes de gás, orbitando o Sol a cada 165 anos e um dia em Neptuno dura 16 horas e 6.7 minutos. Tem um diâmetro equatorial de 49.500 quilómetros. Se Neptuno fosse oco, caberiam lá dentro cerca de 60 Terras.

A cor azul forte de Neptuno, tal como em Urano, devesse à presença de metano na atmosfera.

Neptuno tem uma atmosfera composta de hidrogénio, hélio e metano e tal como nos restantes planetas gasosos ele possui ventos fortíssimos. Os ventos mais fortes do Sistema Solar, podem ser encontrados aqui, onde a maioria sopra na direcção oposta à rotação do planeta. Assim, sendo podem surgir tempestades semelhantes às de Júpiter como a Grande Mancha Escura. Esta tempestade é aproximadamente do tamanho da Terra e os ventos têm uma velocidade próxima dos 2000 quilómetros por hora. Esta foi uma das surpresas das imagens da Voyager 2, a Grande Mancha Escura (GME).

Mas a surpresa foi ainda maior quando em 1994, o telescópio espacial Hubble observou o planeta e a GME já tinha desaparecido. Também se descobriu, entretanto, o aparecimento de novas manchas escuras e nuvens brancas de cristais de metano, de movimento muito rápido, o que indica que a atmosfera de Neptuno é muito dinâmica.
Tal como os outros gigantes do Sistema Solar, Neptuno também tem anéis mas são muito escuros e finos.

Tal como Urano, ainda não se sabe muito sobre Neptuno uma vez que também ele só foi visitado uma vez pela sonda Voyager 2 a 25 de Agosto de 1989.

por Marta Santos
in "Gazeta de Paços de Ferreira"
de 18/06/2008

DESCOBERTA PARTE DA MATÉRIA EM FALTA NO UNIVERSO

marta_santos 17/06/2008 @ 18:02

fil1.jpg

Com o auxílio do observatório espacial XMM-Newton, uma equipa internacional de astrónomos descobriu parte da matéria em falta no Universo.

Sabe-se que apenas cerca de 5% do Universo é constituído por matéria bariónica, ou seja, matéria formada por protões e neutrões (bariões) que, juntamente com os electrões, formam os blocos de construção da matéria que conhecemos, os átomos.
Os outros 75% do Universo são constituídos por matéria escura e energia escura, em proporções de 23% e 72%, respectivamente.

Todas as estrelas, galáxias e gás cuja observação é possível no Universo, representam menos de metade da matéria bariónica. Assim, embora a percentagem de matéria comum seja muito pequena, metade desta ainda está por descobrir.

Toda a matéria presente no Universo encontra-se distribuída numa estrutura semelhante a uma "rede". Nesta rede, existem nodos densos formados pelos maiores objectos do Universo, os enxames de galáxias.
Há cerca de uma década, os cientistas previram que aproximadamente metade da matéria comum encontra-se na forma de gás de baixa densidade. Este gás estaria localizado nos filamentos da rede cósmica, preenchendo o vasto espaço intergaláctico.
Os cientistas previram que o gás teria uma temperatura elevada, o que faria com que emitisse a maior parte da sua radiação na gama dos raios-x de baixa energia.
No entanto, até hoje, todas as tentativas na sua detecção não foram bem sucedidas devido à sua densidade baixa.

Fazendo uso da sensibilidade elevada do XMM-Newton, uma equipa de astrónomos foi capaz de detectar as porções mais quentes do gás intergaláctico.

A equipa observou um par de enxames de galáxias designados por Abell 222 e Abell 223, localizados a 2300 milhões de anos-luz da Terra. As imagens e o espectro deste sistema revelaram uma ponte de ligação entre os dois enxames, constituída por gás quente. Acredita-se que este gás, será provavelmente a porção mais densa e quente do gás difuso presente na rede cósmica, que se crê perfazer metade da
matéria comum do Universo.

A imagem é uma composição de duas imagens obtidas no óptico e no comprimento de onda dos raios-x. É possível observar a vermelho e amarelo, a distribuição do gás quente difuso.

Embora a sensibilidade do XMM-Newton tenha sido crucial para esta descoberta, a detecção do gás só foi possível porque o filamento se encontra ao longo da linha de visão, concentrando assim toda a sua emissão numa pequena região do céu.

A existência de vários modelos, que prevêm que a matéria comum em falta encontra-se nalguma forma de gás quente, faz com que esta descoberta seja importante. No entanto, para a compreensão da distribuição da matéria na rede cósmica, será necessário observar mais sistemas como este e, em última instância, criar um novo observatório espacial dedicado à observação da rede cósmica. Este observatório teria de ter uma sensibilidade muito superior à que
se tem acesso com os actuais observatórios.
Os resultados agora anunciados permitem estabelecer requerimentos mais adequados para um tal futuro observatório.

A nova descoberta ajudará os cientistas na compreensão da evolução da rede cósmica e o facto de os astrónomos saberem agora onde procurar o gás torna-a bastante relevante.
No futuro, esperam-se novos estudos de zonas promissoras no céu, como o sistema observado, com o auxílio do XMM-Newton.

Fonte: Astronovas

GLAST em órbita

marta_santos 12/06/2008 @ 12:17

A Nasa colocou ontem (11 de Junho), com sucesso, em órbita o satélite Glast com a missão de estudar os raios gama.

A Glast está a funcionar de forma autónoma com os painéis solares e encontra-se numa órbita circular a 460 quilómetros da superfície.

A missão Glast é realizada com a colaboração do Departamento de Energia e de instituições académicas, como de Espanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Suécia.

Mais informações: NASA

Urano o deus do paraíso

marta_santos 05/06/2008 @ 13:30

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Urano era o nome do deus grego do Paraíso (do céu), ele era companheiro de Gaia e pai de Saturno, Ciclopes e Titã.

Urano, é o primeiro planeta a ser descoberto na era moderna, foi descoberto por William Herschel a 13 de Março de 1781. Herschel já o tinha visto outras vezes mas ignorou-o pois pensava que era uma estrela (o registo mais antigo desta “estrela” foi de 1690 quando John Flamsteed o catalogou como “34 Tauri”). Herschel baptizou-o de "Georgium Sidus" (o Planeta Georgiano) em homenagem ao Rei George III de Inglaterra. O nome "Urano" foi proposto inicialmente por Bode em conformidade com os outros nomes dos planetas tirados da mitologia clássica mas só se tornou corrente em 1850.

Urano é o sétimo planeta a contar do Sol, encontra-se a uma distância de 19,218 u.a. e é o terceiro maior (em diâmetro). Este planeta só foi visitado pela sonda Voyager 2 a 24 de Janeiro de 1986.
A maioria dos planetas gira em torno de um eixo aproximadamente perpendicular ao plano onde orbitam os planetas, mas Urano gira quase paralelo ao plano. Aquando da passagem da Voyager 2, ela conseguiu observar um dos pólos de Urano apontado directamente para o Sol. Assim, as regiões polares recebem mais energia do Sol do que as regiões equatoriais. No entanto, inexplicadamente (para já) Urano é tão quente no equador como nos pólos.

Uma das grandes dificuldades actuais, é saber qual dos pólos de Urano é o pólo norte. Ou a inclinação do planeta é pouco mais que 90 graus e a rotação é directa, ou ele tem pouco menos que 90 graus e a rotação é retrógrada (contrária aos restantes planetas).
Urano é composto principalmente de rochas e variados gelos, com apenas 15% de hidrogénio e um pouco de hélio. Assim, como os outros planetas gasosos, Urano tem bandas de nuvens que giram em redor do planeta. O planeta pode ter bandas coloridas como as de Júpiter mas se existirem, elas estão escondidas pela sobreposição de uma camada de metano. É este metano que ao absorver a cor vermelha dá a tonalidade azul a Urano.

Quanto à existência de anéis, tal como os outros planetas gasosos, Urano possui um sistema anelar semelhante a Júpiter pois são muito escuros mas também semelhante a Saturno uma vez que são compostos de partículas bastante grandes. Os anéis Uranianos foram os primeiros a serem descobertos depois dos de Saturno. Esta descoberta foi muito importante, para mostrar que os anéis não eram uma particularidade de Saturno.

Devido ao seu tamanho e à sua distância da Terra, Urano é algumas vezes muito difícil de ver a olho nu mesmo numa boa noite de observação. No entanto se recorrermos a um pequeno telescópio, conseguimos observar um pequeno disco.

por Marta Santos
in "Gazeta de Paços de Ferreira"
de 04/06/2008

EXPLICAÇÕES em Paços de Ferreira do 5º ao 12º ano - Matemática - Física - Ciências - e-mail: marta-nms@portugalmail.pt