A Astronomia e a Física Moderna

Albert Einstein foi o físico que propôs a teoria da relatividade. Ganhou o Prémio Nobel da Física de 1921 pela explicação do Efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atómica, apesar de ter sido contra o seu desenvolvimento como arma de destruição.
Einstein nasceu na região alemã de Württemberg numa família judaica. Com três anos, Einstein tinha dificuldades de fala e a juventude de Einstein é solitária. As outras crianças chamavam-lhe irmão tédio e mesquinho. Aos cinco anos de idade, Einstein teve um professor privado e logo aos seis anos de idade, começou a ter aulas de violino. Nesta altura, antes de descobrir a sua paixão pelas ciências naturais, o pequeno Einstein desejava ser músico.
Em 1895, Albert fez exames de admissão à "Eidgenössische Technische Hochschule" (Universidade Politécnica Federal Suíça, em Zurique), mas reprovou na parte de humanidades dos exames. Foi então enviado para Aarau (Argóvia) para terminar a escola secundária. Em 1896 recebeu o diploma da escola secundária, com dezassete anos de idade, decide que não pretende continuar a ser cidadão alemão e pede a nacionalidade Suiça. Tirou um curso Universitário na Suiça onde mais tarde veio a ser docente.
Obteve o doutoramento em 1905. No mesmo ano, escreveu cinco artigos, quatro deles fundamentais para três áreas distintas da Física moderna. Podemos dizer que 1905 foi o "annus mirabilis" para Einstein. O primeiro artigo, foi sobre o movimento browniano, que constitui uma evidência experimental da existência dos átomos. O segundo artigo propôs a ideia dos "quanta de luz" (os actuais fotões) e mostrou como é que poderiam ser utilizados para explicar fenómenos como o efeito fotoeléctrico. O terceiro artigo, introduziu a teoria que ficou conhecida mais tarde por "Teoria da Relatividade Restrita" para ser distinguida da teoria geral que Einstein desenvolveu mais tarde, a qual considera que todos os observadores são equivalentes. No quarto artigo apresentou mais uma dedução produzida a partir dos axiomas da relatividade. Nele, Einstein deduziu a famosa relação entre a massa e a energia: E=mc². Einstein tornou-se famoso mundialmente, na época algo pouco comum para um cientista.
Sendo um físico famoso, Einstein participa numa campanha de angariação de fundos para a Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele apoia o plano de uma universidade onde judeus de todo o mundo possam estudar sem serem vítimas de discriminação e entre 1925 e 1928, Einstein foi presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Mas em 1933, Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha. Einstein, judeu, encontrava-se em perigo. Foi avisado por amigos de que havia planos para o seu assassínio/assassinato e foi aconselhado a fugir.
A 7 de Outubro de 1933, Einstein parte do porto de Southampton, num navio que o traria para os Estados Unidos da América.
Einstein passou os últimos quarenta anos da sua vida a tentar unificar o campo electromagnético e gravitacional.
Em 1941 tem início o Projecto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atómica). E Einstein foi considerado suspeito.
Em 1945, Einstein reformou-se da carreira universitária.
Morreu a 18 de Abril de 1955 em Princeton, Nova Jersey, em consequência de um aneurisma, aos 76 anos. O seu corpo foi cremado e o cérebro doado ao cientista Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.
Nos seus últimos anos, a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na história, e na cultura popular. A sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o einsténio.
Em comemoração do "Ano Milagroso" de 1905, o ano de 2005 foi declarado pelas Nações Unidas como o Ano Internacional da Física.
Original de:
Marta Santos
(astrónoma)
in "Gazeta de Paços de Ferreira" de 26/04/2007

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