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Qualidade da água nas zonas balneares com problemas por resolver

marta_santos @ 16:53

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Das 508 zonas balneares portuguesas, 6,5 por cento das praias apresentaram pelo menos uma análise má em 2006. No ano passado, foram 18 as praias que tiveram má qualidade, mais cinco do que em 2005.

No topo da lista surge a praia de Árvore, em Vila do Conde, com seis análises negativas. Porto da Cruz, S. Roque, no município de Machico, Rio Gadanha-Gadanha (Monção), Alemães (Albufeira), Olhos de Água (Alcanena), Vila Praia de Ancora (Caminha), Fajã (Horta), Carvoeiro (Lagoa), Vila Nova de Mil Fontes-Franquia (Odemira) e Rio Lima-Ponte da Barca (Ponte da Barca) fazem também parte da lista.

Com má qualidade surgiram também as praias de Arnado e D. Ana, no concelho de Ponte de Lima, Rio Cávado-Verim (Póvoa de Lanhoso), Alverangel e Vila Nova-Serra (Tomar), Foz do Sabor (Torre de Moncorvo) e Rio Rabaçal-Rabaçal (Valpaços).

Para a Quercus, responsável pela divulgação da lista, o facto de 33 praias terem revelado «pelo menos uma análise má em 2006, não implica necessariamente que a qualidade final seja má. Isso vai depender da percentagem em relação ao total das análises efectuadas», explica. De qualquer modo, a associação ambientalista salienta que continua a existir uma vulnerabilidade à poluição, nomeadamente falhas no saneamento básico e problemas de gestão da bacia hidrográfica», que poderão estar na origem dessas análises.

Com o objectivo de contribuir para a melhoria da qualidade da água das praias da Costa do Estoril, as obras da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) da Guia, em Cascais, já estão a avançar a todo o vapor. A empreitada, adjudicada ao consórcio Drace/SopolCME/Dragados por 50 milhões de euros e que arrancou em Dezembro do ano passado, inclui a construção das infra-estruturas das fases líquida e sólida, de interligação e uma estação-piloto.

«A ETAR funcionará de duas formas diferentes, consoante se esteja na época balnear ou não», afirma Santos Silva, presidente do conselho de administração da Sanest – Saneamento da Costa do Estoril. Fora da época balnear, o esquema de tratamento inclui tamisação, desarenação, desengorduramento e decantação primária. Os efluentes líquidos seguem para o emissário submarino e os sólidos para tratamento. «Na época balnear os efluentes são também submetidos a uma filtração e a desinfecção por raios ultravioleta», explica o responsável. O projecto inclui a reutilização de nove mil metros cúbicos de água tratada, quer para funcionamento interno quer para a rega de jardins, de campos de golfe e limpeza de ruas.

No espaço de cerca de dois anos, a ETAR da Guia renovada estará apta a entrar em pleno funcionamento, até lá, os efluentes continuarão a ser sujeitos a um tratamento pré-primário.

Fonte: http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=5238

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