Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

Neptuno, o deus dos Oceanos

marta_santos @ 12:44

neptuno.jpg

O planeta Neptuno (Poseidon para os gregos) tem o nome romano do deus do mar. Este era Filho de Saturno e de Reia, irmão de Júpiter e de Plutão. Ele era representado como um senhor idoso, barbudo e com um tridente na mão sobre uma carruagem puxada por cavalos-marinhos.
Galileo observou o planeta, em 1613 (três anos depois dos satélites de Júpiter), ele reparou em duas noites consecutivas de observação, que este objecto se movia ligeiramente em relação a uma estrela próxima. Nos dias seguintes, Neptuno já estava fora do seu campo de visão. Assim, Galileo classificou-o como sendo uma estrela. Muito mais tarde, em meados do séc. XIX, verificou-se que a órbita que se observava de Urano não estava inteiramente de acordo com as leis de Newton e Kepler. Adams e Le Verrier predisseram, que deveria haver um outro planeta, mais distante do Sol, a perturbar a órbita de Urano. Mais tarde, com base nos seus cálculos, Galle e d’Arrest localizaram Neptuno, na noite de 23 de Setembro de 1846. Mas o mais interessante, é que as órbitas calculadas por Adams e Le Verrier divergiam ao longo do tempo, ou seja, se as observações de Galle e d’Arrest tivessem sido feitas alguns anos antes ou depois de 1846 não teriam encontrado o planeta.

Neptuno é o planeta mais externo dos gigantes de gás, orbitando o Sol a cada 165 anos e um dia em Neptuno dura 16 horas e 6.7 minutos. Tem um diâmetro equatorial de 49.500 quilómetros. Se Neptuno fosse oco, caberiam lá dentro cerca de 60 Terras.

A cor azul forte de Neptuno, tal como em Urano, devesse à presença de metano na atmosfera.

Neptuno tem uma atmosfera composta de hidrogénio, hélio e metano e tal como nos restantes planetas gasosos ele possui ventos fortíssimos. Os ventos mais fortes do Sistema Solar, podem ser encontrados aqui, onde a maioria sopra na direcção oposta à rotação do planeta. Assim, sendo podem surgir tempestades semelhantes às de Júpiter como a Grande Mancha Escura. Esta tempestade é aproximadamente do tamanho da Terra e os ventos têm uma velocidade próxima dos 2000 quilómetros por hora. Esta foi uma das surpresas das imagens da Voyager 2, a Grande Mancha Escura (GME).

Mas a surpresa foi ainda maior quando em 1994, o telescópio espacial Hubble observou o planeta e a GME já tinha desaparecido. Também se descobriu, entretanto, o aparecimento de novas manchas escuras e nuvens brancas de cristais de metano, de movimento muito rápido, o que indica que a atmosfera de Neptuno é muito dinâmica.
Tal como os outros gigantes do Sistema Solar, Neptuno também tem anéis mas são muito escuros e finos.

Tal como Urano, ainda não se sabe muito sobre Neptuno uma vez que também ele só foi visitado uma vez pela sonda Voyager 2 a 25 de Agosto de 1989.

por Marta Santos
in "Gazeta de Paços de Ferreira"
de 18/06/2008

Não há Comentários »

TrackBack URI

Deixar um Comentário


<a href> <em> <blockquote> <strong> <cite> <code> <ul> <li> <dl> <dt> <dd>

EXPLICAÇÕES em Paços de Ferreira do 5º ao 12º ano - Matemática - Física - Ciências - e-mail: marta-nms@portugalmail.pt